quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A GOVERNANÇA QUE É CORPORATIVA


“Sujou, o CVM¹ chegou!!!”


Esta semana está sendo A Semana. A 3G não funciona, a Velox pifou, a Internet via Wireless também está indisponível, o Sistema está inoperante e eu tendo de mentalizar o acesso a World Wide Web. (aff)

Aproveitei este ‘tempo livre’ e conversei com cada um dos meus estagiários. Um deles perguntou-me acerca de Governança Corporativa. Juro que a princípio fiquei feliz, pois senti que o debate seria interessante. Pequei [...] meu mundo ainda crê em gnomos e duendes.

Tentei explicar sobre a importância da transparência, da responsabilidade, da prestação de contas (accountability) e toda a relação para com os stakeholders, mas foi em vão. A pessoa preferia arrumar desculpas para a não prática da Governança e na sua impossibilidade de aplicação do que pensar nos benefícios e aplicação. Mal sabe ela que um dos beneficiados é a própria.

Sei que este é um tema pouco abordado em algumas faculdades, mas hoje em dia temos o Google.

Pedi uma definição e o estagiário tergiversou e não disse nada. Triste fim.

Perguntei a um dos leitores deste blog para o que serve a Governança Corporativa?


Leitor Amigo: “a governança corporativa serve pra minimizar os custos decorrentes dos conflitos de agência, visando a maximização da riqueza do proprietário da empresa (acionista)”


Isso sim é um bom leitor, parabéns!

Governança Corporativa é o futuro das organizações, este veio para melhorar o relacionamento entre as partes envolvidas. Eu acrescento que a utilização de benchmark é fundamental para o bom desenvolvimento desta Governança.

As organizações precisam de regras e de um conselho de administração para que, através da gestão eficiente, o valor desejado seja agregado ao negócio.

“E o estagiário?”

- Não vou mandá-lo embora. Eu prefiro um com cérebro vazio para enchê-lo de novas idéias, e depois vê-lo livre educando outros futuros disseminadores do conhecimento.

¹ CVM: Comissão de Valores Mobiliários - é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda do Brasil, instituída pela Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976, alterada pela Lei nº 6.422, de 8 de junho de 1977, Lei nº 9.457, de 5 de maio de 1997, Lei nº 10.303, de 31 de outubro de 2001, Decreto nº 3.995, de 31 de outubro de 2001, Lei nº 10.411, de 26 de fevereiro de 2002, na gestão do presidente Ernesto Geisel, e juntamente com a Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76) disciplinaram o funcionamento do mercado de valores mobiliários e a atuação de seus protagonistas.

5 comentários:

PENHA''' disse...

Muito complicado isso, estuda marketing, e ver essas coisas me desanimam, ja que estudamos e nos esforçamos para ter novas idéias, e para entrar no mercado de trabalho é muito complicado.

Se a riqueza da empresa fica apenas 'na mão' do proprietário, acho que isso desmotiva os funcionários, principalmente os que trabalham na parte de marketing e publicidade.

Millena Blogueira disse...

Mas sempre foi e ássim, a riqueza é nas mãos dos donos, que pouco criam ou quase nada.

Talita Nascimento disse...

Tbm não gosto da visão da governança corporativa, pois o real objetivo dela é melhorar os processos de gestão para maximizar os interesses do proprietário, que é aquele que injeta recursos na empresa e que espera um bom retorno sobre esse investimento.
A empresa incentiva a transparência, equidade etc, mas tudo visando este fim.
Mas também, qual o papel de uma empresa, qual o seu objetivo? Não é o lucro. Então, a governança corporativa é legítima neste ponto de vista.
Segundo alguns autores, o objetivo da empresa é o lucro e o lado social é responsabilidade apenas do ESTADO.

socialmedia disse...

Muito bom, ótimo post.

Suzy Carvalho disse...

interessante, nao sabia sobre isso =)

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